sábado, 29 de setembro de 2012

Dia atribulado



 Bem tenho a dizer, antes de mais nada, que estou viva! Exausta mas viva -.-

 Felizmente consegui apanhar um autocarro que fosse para a central, um com um nome diferente, que fez um trajeto ligeiramente diferente mas que foi lá parar, e isso é o que interessa. Depois desse, fiquei uma hora à espera de outro (ao sábado só há horários de merda), às 16h lá chegou ele, passados 50 minutos cheguei à cidade A, aí tive de apanhar outro autocarro porque para chegar à terra onde os meus pais vivem bem estou lixada -.-
 Cheguei às 17.40 à cidade B, que também não era o sítio pretendido. Só havia autocarro para a terra às 18.30, tudo bem, fiquei a pastar até a essa hora até o meu rabo ficar quadrado. Deram as 18.30 nada, 18.50 nada, mau mau maria, e o raio sem aparecer. Cheguei à conclusão que o filho da p* definitivamente não ia passar, porque sabe-se lá porquê lembrou-se de fazer birra! Descobri que existia outro às 19.30, no entanto só ia até à terra C, e eu queria ir para a terra D!Lindo, eram 30 minutos a pé com as malas atrás, de noite, e num sítio não muito acolhedor :S Telefonei à família: pai bem longe em trabalho, mãe a trabalhar também. Ah pois -.-

 Fiquei então até as 19.30 a apanhar um frio de rachar! O autocarro lá chegou, fui até à terra C, saí já com a mala bem perto do meu corpo não fosse o diabo tecê-las. Quando olhei para o lado tive boas notícias: lá estava a querida da mãe à minha espera, tinha-se conseguido despachar :) Ainda bem, que eu já estava a ver a minha vidinha muito mal parada!

 E tudo isto para quê?! Para simplesmente vir passar o domingo ( e a noite de sábado vá) a casa dos pais -.-

 É desta que assalto um banco e compro um carro!

Boa!


Descobri agora que o autocarro cá do sítio não passa aos sábados -.- 
Bem eu preciso sair daqui e ir para casa. O quê que eu vou fazer? Vou para a paragem e vou mandar parar todos os autocarros e perguntar se passam vagamente perto da central. Se não passarem, vou me lixar toda e vou a pé à louca! (são 40 minutos com uma mala atrás).

Se à noite não disser nada é porque morri pelo caminho -.-

Ah e está um calor abrasador. Boa Pi!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pessoas que não se calam



 Hoje foi o dia de pôr o quarto em ordem, arrumar coisas aqui, arrumar coisas ali, sacos e mais sacos. Neste momento estou a dividir casa com mais 2 raparigas (um dia destes conto porquê), uma que trabalha e só a vejo à noite, outra que estuda mas não tem mais nada para fazer do que me chatear a cabeça -.-

 Num momento em que tive de ir buscar uns sacos para continuar a arrumação, a tal rapariga chata encontrou-me e, claro, pôs-se na conversa. Até aqui tudo bem se aquilo fosse coisa de 15 minutos e eu não tivesse nada para fazer a seguir.  O problema é que a conversa durou mais de uma hora! A rapariga falou, falou e falou, eu nem sei como é que não lhe deu um ataque no meio daquilo tudo tal era a velocidade com que ela falava, a mulher mal parava para recuperar o fôlego! Eu acenava com a cabeça, tentava não dar muita trela mas ela continuava e continuava e não se calava, eu olhava para as horas já a passar-me, as pernas a doer-me porque estava no meio do corredor a pé e o raio da mulher bláblábláblá. Eu bem tentava arranjar ali um espaço de tempo para lhe informar que tinha de ir acabar as arrumações para depois sair, que tinha coisas combinadas, mas o raio da moça não se calava e claro que eu não ia interrompê-la a meio.

 Passado mais de uma hora lá consegui fazer a mulher calar-se, mas cheira-me que quando puser os pés fora do quarto ela vai aparecer vinda sabe-se lá de onde para me dar cabo do juízo! -.-

 A culpa é da minha mãe que me ensinou a ser assim tão simpática!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vamos ter problemas


Oh meu querido outono eu gosto muito de ti e acho-te muito fofo e coisas assim, mas se não paras com esta chuva eu descubro onde moras e arranco-te os dentes um a um!

É que eu quero ir à Staples a pé, coisa que fica a 30 minutos da minha casa, e isto parece um dilúvio!


P.S. Pelo menos sempre me vou rindo um bocado: acabei de olhar pela janela e vi duas moças trajadas encostadas à porta do prédio. Pois queriam ir praxar não era?! Olha, temos pena -.-

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O desafio da catequista



 Quando eu era moça nova (tinha para aí 10 anos), a catequista propôs à minha "turma" o seguinte desafio: passar uma semana sem ver televisão.
 Eu, feita parva, aceitei, iludida com o suposto prémio que ela prometeu.
 Fiquei então 7 dias sem ver televisão, sem ver os tão desejados desenhos animados, sem me rir das parvoíces que davam e sem enriquecer o meu pequeno cérebro com as notícias e afins.
Tudo claro para mostrar à catequista que eu, miúda pequena, conseguia levar um desafio até ao fim.
 Cheguei ao ponto de jantar numa mesa à parte, encostada a um canto, para evitar assim a tentação; os meus pais esses entretinham-se a ver as peripécias que passavam naquele pequeno ecrã, riam-se de mim por eu não ver e diziam-me para eu acabar com aquilo.
 No entanto, eu moça convicta, levei o desafio até ao fim e passada uma semana lá estava eu na catequese toda contente de braço no ar a dizer "Eu não vi!" (a realçar que fui a única).
 A catequista deu-me os parabéns e disse que tinha então o prémio para me dar. Eu toda contente, já a imaginar chocolates, rebuçados, bons livros para passar a tarde...Pois, a verdade é que não foi nada disso. A mulher deu-me foi um livro maçudo de orações e histórias religiosas.
 Eu fiquei a olhar para aquilo, agradeci e sorri, mas a minha vontade era atirar-me ao pescoço da fulana -.-
 Quando acabou a catequese ainda olhei para os pneus do carro dela com pensamentos pecaminosos a invadir a minha pequena cabeça, porém limitei-me a seguir em frente.
 Escusado será dizer, que ainda hoje quando a vejo a minha vontade é tudo menos sorrir.

P.S. Ainda tentei lei o livro mas aquilo não interessava nem ao menino Jesus. A minha mãe, devota, ainda ficou com ele para futuras leituras; até hoje permanece intacto!